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Do fato ao factual: a era da pós-verdade

Profissionais da imprensa discutem censura, novas linguagens e o papel do jornalismo e do jornalista num mundo saturado de informação

Quis o destino que o painel "Do fato ao factual: a era da pós-verdade" caísse no dia em que os jornais Folha de São Paulo e El País ganharam, na justiça, o direito de entrevistar o ex-presidente Lula. Por isso, a jornalista Carla Jimenez não esteve na Cidade das Artes para o debate com os jornalistas Breno Costa (da Brio Hunter) e Maria Carolina Telles (diretora geral da Elo Company). Carla foi substituída por outra jornalista do El País, Regiane Oliveira, mas, mesmo ausente, acabou “pautando” o debate, que discutiu assuntos como liberdade de imprensa e o papel do jornalismo no momento em que vive o Brasil e mundo. 

Censura e autocensura
Questionada sobre a sensação de ter o seu trabalho na imprensa cerceado de alguma forma, Regiane mencionou a contenda judicial de seu jornal para entrevistar o ex-presidente, mesmo preso, o que prova, segundo ela, que ainda vivemos num estado de direito. A jornalista ressaltou os riscos, não da censura, mas da “autocensura”. 
“Acabamos de viver um movimento no mínimo estranho. Grandes editoras de nosso país, empresas gigantescas, removeram termos como ditadura, golpe de 64 e inclusive algumas charges de seus livros, didáticos ou não. Só que esta não foi uma medida governamental”, ressalta a jornalista. “Foi uma antecipação das editoras com base no medo, o que é bem diferente. Desistimos da liberdade quando alteramos nosso comportamento com base em sensações como essa. E, como jornalistas ou como cidadãos, nós não podemos ser pautados pelo medo. A resistência inicia nisso.”


Jornalista é também artista
O jornalismo fora da grande imprensa e o papel atual do jornalista também foram discutidos no painel. Para Carolina Telles, a crise dos grandes veículos de imprensa e a efervescência do campo audiovisual e da mídia virtual estão abrindo novas possibilidades para o jornalista, que precisa reencontrar ou redescobrir seu papel de contador de histórias e contribuir com o desenvolvimento também desses novos canais. 

Breno Costa vai ainda mais longe. “A preservação do bom jornalismo não passa mais por grande marcas ou por um mecenas, mas pela vontade do jornalista de produzir coisas interessantes e de contar histórias. Para isso, ele precisa se perceber como um profissional muito diferente do que ele acha é hoje. Como um artista, eu quero dizer. Alguém que, além da técnica, precisa de inspiração e propósito para construir sua obra.”

 

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