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O homem perpétuo num mundo volátil

Dizem que a tecnologia tem todas as respostas. Mas será que estamos fazendo as perguntas certas? A palestra O homem perpétuo num mundo volátil, do consultor de inovação da Rio2C e diretor executivo da VR Investimentos, Bernardo Zamijovsky, nasceu exatamente de uma interrogação. “Se o homem está se transformando num ser eterno e o mundo a nossa volta acelera numa velocidade onde tudo se torna instantâneo, será que viver nesta realidade não está se tornando uma prisão?”

Para compreendermos melhor seu ponto de partida, Bernardo expôs rapidamente algumas teses da algumas teses da Singularity University, como a dos Conceitos de Exponencialidade, para criticá-las ou desconstruí-las em alguns de seus aspectos.

Segundo as teses da Singularity, vivemos num período de profunda aceleração, cujo driver principal seria um conjunto de “abundâncias”. Seriam sete, em linhas gerais, essas “abundâncias”: de computação, tempo, capital, comunicação, genialidade, tempo de vida e, por fim – mas não em ordem cronológica – a desmonetização da computação. Ocorrendo simultaneamente e de modo integrado, esses fatores aceleram exponencialmente o ambiente de mudança e disrupção que estamos vivendo e inaugurou possibilidades até pouco tempo inimagináveis como, por exemplo, a criação de interfaces entre o cérebro humano e o computador.

Associada a outros avanços da biotecnologia e da neurociência, possibilidades como a que foi mencionada acima iniciariam – já iniciaram, na verdade – uma nova etapa da evolução humana. Uma época altamente acelerada em que a biologia e os efeitos do tempo em nosso organismo já não serão fatores incontornáveis. Há até quem diga que, em 2025, alguns seres humanos – ricos, é claro – já serão amortais. Ou tenderão para isso. Mas em nenhum momento dessas previsões futuristas, e em vários sentidos auspiciosas, falou-se em uma melhor distribuição da riqueza do mundo ou no aumento exponencial dos índices de satisfação e felicidade do ser humano.

É neste contexto que a pergunta de Bernardo retorna e não quer calar. “Se o homem está se transformando num ser eterno e o mundo a nossa volta acelera numa velocidade onde tudo se torna instantâneo, será que viver nesta realidade não está se tornando uma prisão?”

É bom pensar enquanto somos mortais.

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