Plasticidade do cérebro: rapidez recorde

Como o cérebro se adapta a diferentes situações? Para falar sobre o tema, no dia 24 de abril, o pesquisador de pós-doutorado e especialista de plasticidade do cérebro, Theo Marins apresenta a palestra “Plasticidade do cérebro – Rapidez recorde”, no BrainSpace do Rio2C2019.

“Nosso cérebro não é estático. Não se nasce e morre com ele intacto. Isso se chama plasticidade. Ele está mudando agora enquanto se lê esta matéria”, explica. “O cérebro muda para estar mais eficiente, para performar uma tarefa de maneira mais adequada. Conexões precisam transmitir informações de um lado para o outro o tempo todo. É um trabalho em rede. Várias coisas acontecem otimizadas ao mesmo tempo e as conexões precisam ser muito eficientes”.

O pesquisador conta que para aprendermos uma coisa nova é preciso que nosso cérebro se adapte. Coisas difíceis como o estudo de um assunto novo ou a prática de um esporte vai se tornando mais fácil com o tempo porque com o aprendizado o cérebro altera suas conexões. E esse tipo de mudança pode ocorrer muito mais rápido do que se imaginava. Experimentos já encontraram alterações significativas em apenas uma hora de atividades, considerada uma “velocidade recorde”.

Em seu pós-doutorado, o neurocientista desenvolve diferentes estudos que esclarecem como o cérebro humano se modifica diariamente diante de novas experiências. Seu objetivo é entender o funcionamento do cérebro saudável para criar tecnologias de reabilitação cerebral.

“Nosso cérebro é capaz, só temos que dar as instruções. É preciso praticar e o cérebro vai se adaptando a esses diferentes processos de aprendizado para realizar as coisas. No Rio2C vou levar evidências recentes de neurociência para mostrar essas mudanças em nosso cérebro”, completa.

O Rio2C 2019 acontece de 23 a 28 de abril, na Cidade das Artes.

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